2 de janeiro de 2010

Slavoj Žižek, no Roda Viva (75 min)




Antes da tradução do texto de Jean-Clet Martin, vale a pela conferir o Roda Viva exibido em 02.02.2009, pela TV Cultura de São Paulo, com o filósofo, sociólogo e psicanalista Slavoj Žižek. Aí vai o vídeo completo, com aproximadamente 75 minutos, de Žižek falando um inglês fluente e genuinamente ex-iuguslavo.
Quanto à sua leitura de Deleuze, antes mesmo do texto de Jean-Clet Martin, queria propor uma breve reflexão que pode iluminar essas relações – um tanto subjetivista, reconheço, mas, como me ocorreu, então, vá lá!
*
É claro que Žižek acha que Deleuze é, no fundo, hegeliano, e reprimido. É claro que Deleuze discordaria tanto de uma alcunha como de outra. (A propósito, lembro do que Deleuze escrevia em Carta a um crítico severo: “você tenta me edipianizar? Injetar em mim a má-consciência?”, e isso ele escrevia muito ternamente). Está claro, também, que os deleuzianos discordam de Žižek. Mas o que me parece interessante nessa redução - em sentido químico mesmo -, que Žižek faz da filosofia de Deleuze, é o afecto; assisto a esse vídeo de Žižek, leio o texto de Martin, sonho em comprar Organs without bodies, e só consigo encontrar uma estranha ressonância em Jacques Lacan: penso em quanto Žižek deve amar Deleuze para crer que ele é, ainda que reprimido, um hegeliano... que coisa mais digna e bonita... Filosoficamente, estou com Martin: afirmá-lo, como Žižek faz, é um filosoficídio - mas não era precisamente Lacan, outro importante intercessor de Žižek, que costumava dizer que quem ama, mata? 
Ah... oui , mes amis , certainement: c’est l’amour !