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De 1 a 10: artigos e ensaios de 2022

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  Carxs amigxs, Abaixo vocês encontram uma "retrospectiva 2022": os dez artigos e ensaios que foram publicados neste 2022 que está terminando, produtos do nosso trabalho com xs colegas do Labtesp/UEPG.  Ótima leitura! ;-) 1. Em que se pode reconhecer a alteridade ? Política, virada narrativa e usos pragmáticos , com Alexandre Mendes, na Direito & Práxis (UERJ); 2. Algoritmos da política, política dos algoritmos , na Lugar Comum (UFRJ); 3.  'É aí que se passa do direito à política: Deleuze e os grupos de usuários' , na Direito & Práxis (UERJ); 4. Abecedário de Riobaldo , sobre o livro de Renan Porto, na (Des)trocos: revista de pensamento radical (UFMG); 5. A economia política do autor e do usuário: hipóteses sobre o capitalismo de plataforma , com Joao Guilherme Pereira Chaves, na Lugar Comum (UFRJ); 6. A cidadania governamentalizada: um estudo de caso das Unidades Paraná Seguro em Curitib a, com Karoline Coelho de Andrade e Souza, no Caderno CRH (UFBA); 7. Um

O que é o pós-estruturalismo?

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    Neste vídeo, dirigido aos alunos da disciplina de Epistemologia das Ciências Sociais do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais Aplicadas da UEPG, propomos uma introdução ao Pós-estruturalismo Francês, com foco especial em Foucault e Deleuze.    Aqui vocês encontram um texto mais aprofundado sobre a relação Foucault - Deleuze, o problema do poder e do desejo: https://www.academia.edu/38993597/COR...     Academia.Edu (Textos & Livros) http://uepg.aca demia.edu/MuriloCorrêa

On the vanishing of ecologies: Latour and global destinies imagined from Brazil

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"Be not the one who debunks but the one who assembles, not the one who lifts the rugs from under the feet of the naive believers but the one who offers arenas in which to gather.”    Bruno Latour When a crucial figure to the worldly ecological practices such as Bruno Latour disappears, it may be a signal that ecologies are also disappearing a little. This partial vanishing of ecological resistances is especially felt in Brazil, a country haunted by the near possibility of a second presidential mandate of the Bolsonaro’s militia/family.     I would not like to, and will not, though, make an obituary of this text; neither am I willing to sketch a short piece collecting the thousand reasons why we in Brazil - and moreover worldwide - should feel that we are all doomed. Otherwise, I recall that Baruch Spinoza rightly wrote that “A free man thinks of nothing less than of death; and his wisdom is a meditation not on death but on life.” If so, someone’s disappearance always points toward

A cidadania governamentalizada: as Unidades Paraná Seguro em Curitiba

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A Caderno CRH (UFBA) acabou de publicar em seu n. 35 " A cidadania governamentalizada: um estudo de caso das Unidades Paraná Seguro em Curitiba ", um artigo escrito a quatro mãos com a Profª Karoline Coelho de Andrade e Souza, originado da sua pesquisa de mestrado no PPGCSA/UEPG. O artigo tenta elucidar o perfil da cidadania circunscrita pela política híbrida desenvolvida no programa Unidades Paraná Seguro.    O programa funcionou entre 2012 e 2015, instalando bases da Polícia Militar em territórios metropolitanos periféricos com altos índices de criminalidade, a fim de reduzi-los e desenvolver a cidadania de populações vulneráveis.    Seu referencial teórico orbita o pós-estruturalismo e o pós-operaísmo, e avalia a hipótese de que o policiamento foi convertido em governo bioeconômico, transformando o conceito de cidadania.    Os resultados  obtidos convergem para a descrição de uma cidadania governamentalizada , que não amplia a participação democrática, mas estabele

Varia: 1/2 dúzia de txts

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Pois é. Então. Sei lá. Não atualizamos o Navalha de Dalí há uns bons meses. Perdi a conta de quantos. A negligência é tamanha que sequer rolei a barra lateral para contar... Mas e daí? Vamos às novidades! Nesta seção, que chamei aleatoriamente de varia , aproveito para chamar a atenção dos amigos para textos variados que foram publicados nos últimos meses e não tive a chance de disponibilizá-los antes aqui no blog . Vamos a eles? Os primeiros são três ensaios. Um é um ensaio solo que dá continuidade à minha pesquisa sobre Deleuze e o direito; outro, em parceria com Guilherme Chaves (Labtesp/UEPG + USP), debate as categorias de autor e usuário na configuração da economia política do capitalismo de plataforma; por fim, o último, em parceria com Paloma Graf (Labtesp/UEPG), é um ensaio que tenta prolongar um conceito de Achille Mbembe (o "devir-negro do mundo") a fim de mostrar que as lutas antirracistas - especialmente involucradas nas manifestações globais do BlackLivesMatter

Shitposting on: sobrescrever

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Carxs leitorxs do A Navalha de Dalí, Vocês ainda estão aí? Os blogs saíram de moda. Toda a prática de leitura online parece ter sido engolida pelo shitposting das redes sociais. E todo shitposting requer um shitreading . Aquela atençãozinha de merda. 15 minutos são ouro! 9 segundos de dancinha no TikTok. Não dá tempo nem de ficar excitadx. Mas, sendo o caso, o capitalismo inventou outras drogas pra isso - as FFAA que o digam. O resto (e também um imenso monturo do shitstorm disponível) passou ao audiovisual - mais conhecido como You Tube e que tais. Enquanto isso, "as melhores práticas textuais" agora estão pautadas na hiperfragmentação (penso se não seria o momento de pôr um ponto final nesta frase em busca de mais views . Uma pena este blog não ter AdSense ). Tudo vira SEO. Fragmentação e recursão são palavras-de-ordem. Ou melhor, a ordem-das-palavras, ordem do discurso. O arquivo e o a priori histórico foucaultianos. Hoje, o carequinha que a gente gosta estaria es

As lutas algorítmicas como questão da técnica: o impasse do capitalismo de vigilância

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  Registro da intervenção feita em 03.06.2022 no Seminário IAlgo+, vinculado à Eco-Pós UFRJ e ao PPGCI IBICT/UFRJ,a convite do Prof. Dr. Giuseppe Cocco (UFRJ).   Essa intervenção procura localizar tendências subteorizadas na tese do capitalismo de vigilância, revisitando Heidegger, Horkheimer e Wiener. Tenta mostra que a difusão das técnicas computacionais instancia-se em um duplo processo extrativo: dos corpos como territórios mineráveis, e da terra como corpo sujeito a um regime fabril. Mas o que se passa quando os meios interceptam esse devir?  Tentamos deslocar o ângulo de visão do capitalismo de vigilância, e sua clausura para com as lutas, propondo reinterpretar os algoritmos como objetos técnicos em sentido simondiano. Para isso, lemos em conjunto as teses de Gilbert Simondon (1924-1989) sobre a individuação e sobre o modo de existência dos objetos técnicos.  É do seu prolongamento que, numa provocação a Heidegger, propomos as lutas algorítmicas, já não como questões, mas como