Sábado. A velocidade consome o tempo, e o tempo faz falta. Paisagens imóveis não deixam de passar – passam devagar. Roídas por dentro, as janelas assistem à doce urgência das rugas no rosto da moça.
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Aforismo # 6: para o twitter que nunca terei
01 março, 2010
Nascimento. - Meu filho, dizia minha avó, de pele macia: boa sorte!
- Vai pra vida! (E no caminho suga este antegozo da morte...).
- Vai pra vida! (E no caminho suga este antegozo da morte...).
Aforismo # 5: para o twitter que nunca terei
12 fevereiro, 2010
Zunidos existenciais. - Google Buzz com Martin Heidegger: o "estar-lançado", uma experiência de dejecção... Bem, se quiser seguir-nos, clique aqui! Se não quiser, clique ali também...
Aforismo # 4: para o twitter que nunca terei
08 fevereiro, 2010
Bom conselho, ou "magna contraditio". - Apresentadora de telejornal vespertino comenta um acidente: “Antes de dirigir, as pessoas que bebem deveriam perceber que perdem a noção”. As jornalistas, não.
Aforismo # 2: bergsonismo, ou o ser e o nada na história da filosofia
03 fevereiro, 2010
Bergsonismo, ou o ser e o nada na história da filosofia. - Criação, de creare: etimologicamente, "retirar do nada"... etimologia dúbia, porém; um filósofo transcendente mostrará na obra de um artista, no objeto criado, como que retirado do nada, em um universal golpe de magia teísta, a precedência do vazio sobre o ser (logicamente, "antes era o nada, depois veio o ser."); um filósofo da imanência, entretanto, dirá, com um sorriso demoníaco nos lábios: “Mas não é precisamente essa a tarefa da filosofia: criar, ‘retirar do nada’? Não é tarefa da filosofa mostrar que o nada, que nos representamos, já é mais que o ser?”. O nada supõe a sua representação consciente como o todo do ser mais a sua total supressão; isso não é o mesmo que dizer o todo, porém na presença da própria ausência representada a uma consciência? Por isso, Bergson dizia: “o nada não passa de um falso problema”. O nada é a representação sempre relativa a uma consciência que não se interessa senão pela presença de um objeto determinado que, no entanto, está ausente.


