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Regular ou não regular a Inteligência Artificial?

10 julho, 2023


 

Como politizar a discussão sobre a regulação da Inteligência Artificial? 

Este vídeo situa o papel da regulação na fase atual do desenvolvimento do capitalismo contemporâneo a partir de Foucault e Lazzarato. Isso nos distancia do falso dilema que parece se impor, entre um excesso de regulação (ou de Estado) e um excesso de livre iniciatica (ou de mercado). 

Em seguida, mostra como a desregulação pode ser compreendida como função da regulação e como fator de constituição de um domínio econômico. 

Num terceiro momento, situa e discute a regulação da IA, contextualizando o aparente paradoxo da atual indústria. 

Por um lado, modelos de inteligência artificial não cessam de ser liberados e distribuídos nas mãos das pessoas, tornando-se uma força produtiva imediata; por outro, bilionários, cientistas e empresas responsáveis lançam cartas e manifestos pedindo uma moratória - isto é, um freio no seu desenvolvimento. 

Por fim, tenta delinear algumas linhas de ataque biopolítico face ao problema, articulando o nível das lutas e o nível das políticas públicas. 

Hipóteses, delineamentos ou "chutes" sobre algumas das direções segundo as quais o social poderia impor desenvolvimentos antagonistas ao controle das Big Techs.

 

Link para o VanFilosofia: <https://youtu.be/C7n5CVx1q0A>

A cidadania governamentalizada: as Unidades Paraná Seguro em Curitiba

10 outubro, 2022


A Caderno CRH (UFBA) acabou de publicar em seu n. 35 "A cidadania governamentalizada: um estudo de caso das Unidades Paraná Seguro em Curitiba", um artigo escrito a quatro mãos com a Profª Karoline Coelho de Andrade e Souza, originado da sua pesquisa de mestrado no PPGCSA/UEPG.

O artigo tenta elucidar o perfil da cidadania circunscrita pela política híbrida desenvolvida no programa Unidades Paraná Seguro. 
 
O programa funcionou entre 2012 e 2015, instalando bases da Polícia Militar em territórios metropolitanos periféricos com altos índices de criminalidade, a fim de reduzi-los e desenvolver a cidadania de populações vulneráveis. 
 
Seu referencial teórico orbita o pós-estruturalismo e o pós-operaísmo, e avalia a hipótese de que o policiamento foi convertido em governo bioeconômico, transformando o conceito de cidadania. 
 
Os resultados  obtidos convergem para a descrição de uma cidadania governamentalizada, que não amplia a participação democrática, mas estabelece controles, regulações e técnicas de subjetivação neoliberais. Incentiva a busca ativa pelo trabalho por meio da profissionalização e do subemprego, ou do fomento à iniciativa autoempresarial precarizada, própria dos empresários de si mesmos. 
 
>>> O artigo completo pode ser acessado neste link.